Esta data mundial visa prestar uma homenagem às mulheres por conta de suas conquistas sociais, econômicas e política ao decorrer dos anos durante o século XX. Neste período, as lutas femininas foram bastante representativas e repletas de conquistas.

A ideia de instituir o Dia da Mulher surgiu dentro do contexto que antecedeu a Primeira Guerra Mundial, época marcada pela reivindicação do direito de voto por parte das mulheres, especialmente nos Estados Unidos e na Europa. Uma das responsáveis por ter sugerido a criação desta comemoração foi a alemã Clara Zebrino, uma importante ativista, durante a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas, ocorrida em Copenhague.

Dois episódios históricos bastante relevantes tem peso determinante para que o 8 de março fosse associado às conquistas femininas. Um deles ocorreu em 1857, quando trabalhadoras ocuparam a fábrica na qual trabalhavam por melhores condições de trabalho e foram violentamente reprimidas. Logo após o estabelecimento desta data comemorativa, em 1911, ocorreu o incêndio em uma fábrica com condições muito precárias de trabalho onde muitas mulheres acabaram mortas.

Com o tempo, esta data foi ganhando cada vez mais relevância e se tornou um dos marcos para o movimento feminista, ganhando muita repercussão nas lutas dos anos 60 e 70, onde a busca por igualdade de gêneros era a principal bandeira deste grupo. A justificativa destas reivindicações era a desigualdade dos direitos entre os gêneros, pois os homens historicamente possuem privilégios nos âmbitos político e social.

Atualmente, o Dia das Mulheres possui um caráter muito mais festivo e comercial do que histórico para o senso comum, gerando diversas ações publicitárias que ressaltam o papel da mulher na sociedade contemporânea. Porém, em alguns países como a Rússia, este dia é considerado feriado nacional e ainda está bastante ligado a sua origem ativista e de luta social.